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Treinos Domingueiros
Minha biografia no ciclismo...
Tudo começou com uma pandemia…
Foi em 2020, numa altura em que o mundo parou, que encontrei no ciclismo muito mais do que um simples passatempo. Durante a pandemia, a bicicleta tornou-se a minha forma de sair de casa, respirar, ocupar a mente e cuidar de mim. O objetivo inicial era simples: perder peso, melhorar a qualidade de vida e recuperar o equilíbrio físico e mental. Nessa altura pesava cerca de 75 kg. Hoje peso 67kg — mas o mais importante é tudo aquilo que ganhei ao longo desta caminhada.
O ciclismo ganhou também um significado especial por causa do meu pai. Ele tinha sido ciclista noutros tempos e acabou por ser uma enorme influência para mim. Comecei por pedalar na bicicleta dele e, sem dar por isso, aquilo que começou apenas como uma forma de passar o tempo transformou-se numa verdadeira paixão.
Entre 2020 e 2023, pedalei sem objetivos competitivos. Andava por gosto, sem planos de treino estruturados e sem grandes preocupações com performance. Mas, de forma natural, a vontade de evoluir e ir mais longe começou a crescer.
Em 2023, dei um passo importante ao inscrever-me nos meus primeiros grandes desafios: o Granfondo Porto-Gaia, o Douro Granfondo e o Monção-Melgaço Granfondo. Os receios eram muitos. Participar em provas com centenas de atletas parecia um enorme desafio para alguém que ainda estava a dar os primeiros passos neste ambiente competitivo.
No Porto-Gaia, em abril, consegui uma prestação bastante positiva. Em maio, no Douro, consegui voltar a superar-me. A cada prova ganhava mais confiança, mais experiência e, acima de tudo, ainda mais paixão pela modalidade.
Mas 2023 trouxe também o momento mais difícil da minha vida. Em agosto, perdi o meu pai — o meu melhor amigo, o meu ídolo, três numa só pessoa. A partir desse momento, o ciclismo passou a ter um significado ainda mais profundo. Fiz uma promessa a mim mesmo: nunca desistir, em honra dele.
Em setembro, participei no Monção-Melgaço Granfondo já com esse propósito bem presente. Dei tudo o que tinha, consegui um bom resultado e defini um objetivo claro: um dia chegar ao pódio da minha categoria.
O ano de 2024 trouxe mais seis granfondos e também a entrada numa equipa, onde participei em algumas provas. Apesar da experiência competitiva, sentia que faltava algo. Não me identificava totalmente com o ambiente que me rodeava.
Em 2025, continuei a competir, mas foi também o ano em que comecei a treinar de forma verdadeiramente estruturada e a adotar uma alimentação ainda mais cuidada. Esse foi um verdadeiro ponto de viragem. A evolução tornou-se evidente, tanto física como mentalmente.
Foi também em 2025 que surgiu a oportunidade de integrar uma nova equipa. E aí encontrei o meu lugar.
Mais do que uma equipa, encontrei uma família — a família SECAI.
A minha estreia por esta nova equipa aconteceu novamente no Monção-Melgaço Granfondo, em setembro de 2025, onde alcancei um excelente resultado. Foi a confirmação de que estava no caminho certo.
Agora, em 2026, começo uma nova época com uma agenda cheia de provas, motivação renovada e objetivos bem definidos. Continuo focado nos treinos estruturados, na competição e, acima de tudo, no espírito de equipa — seja nos dias de corrida ou nos passeios de domingo.
Sem esquecer o apoio incondicional da minha família, porque sem eles nada disto seria possível.
Hoje sinto-me bem, motivado e alinhado com os meus objetivos.
E continuo firme na promessa que fiz: um dia chegar ao pódio.